Lata de sardinha


Hoje pela manhã fui levar minha mulher à Pelotas, até a rodoviária. Peguei um desses ônibus que faz a linha Capão do Leão/Pelotas. Qual das duas empresas que fazem esse trajeto não vem ao caso.
O ônibus até era novo, espaçoso, tinha inclusive acesso para deficientes físicos. Acho que é o mais novo que circula por aqui.
No entanto, não é dos ônibus que quero falar.
Quando entrei no ônibus aqui na frente do Pronto Socorro, já vi o que vinha pela frente. Mal havia lugares vagos. Mas quando chegou ao Parque Fragata, estava tão cheio que não cabia mais ninguém. Nem havia chegado ao Jardim ainda e o motorista já fazia sinal para que ninguém entrasse, pois do jeito que estava não cabia mais ninguém.
Ora, a capacidade média de um ônibus é de 44 pessoas sentadas, mais 20 em pé. Acredito que havia mais 80 pessoas no ônibus, sem querer exagerar, de tão apertado que estava. Parecia uma lata de sardinha.
A culpa disso é das empresas de ônibus? Não, não é. As empresas são concessionárias de um serviço público e estão sujeitos às regras impostas pela METROPLAN.
Mas o que quero alertar aqui é que em breve teremos licitação para transporte público e não podemos correr o risco de deixar passar essas reivindicações. Na próxima licitação deve ficar bem claro que queremos mais itinerários, principalmente no horário da manhã quando as pessoas vão à Pelotas e a noite, quando voltam. Queremos mais horários também, principalmente nas madrugadas, que não temos nenhum. Que sejam colocados mais ônibus a disposição, mesmo que sejam menores, os chamados “expressinhos”. Queremos, claro, ônibus em um bom estado de manutenção, que não estraguem no meio do caminho.
Isso é o mínimo que se pode exigir. E isso deve ficar bem claro na nova licitação para transporte público Pelotas/Capão do Leão; pois da maneira que está não é mais admissível, pois os transportes de passageiros estão o mesmo que quando o Capão do Leão tinha 15 mil habitantes. Hoje tem quase 30 mil. O número de passageiros aumentou, o transporte público tem que acompanhar.
Pense nisso. Exija seus direitos.  

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