Trem de passageiros entre Capão do Leão/Cassino

Um estudo sobre a viabilidade de implantação de um trem regional, ligando o Capão do Leão, Pelotas, Rio Grande e o Cassino está em fase de execução. A probabilidade é que fique pronto ainda este ano.
O custo do estudo está avaliado em R$ 750.000,00, já liberados pelo Ministério dos Transportes. A pesquisa será realizada pelo Laboratório de Transportes da Universidade Federal de Santa Catarina (Labtrans/UFSC), com o apoio da UFPel e da FURG. Neste estudo será analisado a demanda, os locais para possíveis estações e ainda a infraestrutura para a viabilização do trem.
O trem é uma necessidade regional, tendo em vista que as cidades beneficiadas fazem parte da Aglomeração Urbana do Sul (AUSul), que conta ainda com São José do Norte e Arroio do Padre.
Com os autos investimentos no Pólo Naval e o município do Rio Grande destinando terrenos apenas às indústrias, Pelotas e Capão do Leão tornaram-se cidades dormitórios, abrigando boa parte da massa operária destinada ao Pólo Naval. Por isso a necessidade de um meio de transporte mais eficaz e barato.
AUSul foi criada pela Lei Complementar 11.876 de 26 de dezembro de 2002
O Projeto: O projeto de trens regionais do Ministério dos Transportes prevê a implantação de trens regulares de passageiros do tipo trem unidade leve podendo ser movido a diesel, biodiesel, GNV ou GNVL. Estes trens têm capacidade para atingir velocidade média de 80 km/h e, além de passageiros, podem transportar mercadorias, pacotes e outras encomendas.
A ligação ferroviária de passageiros entre Capão do Leão/Pelotas e Rio Grande terá uma extensão estimada de 89,3 km, composta da seguinte forma: 65 km em trecho de operação comum com a linha de carga existente; 9,3 km de recuperação de linhas abandonadas existentes; e 15 km de linhas novas: variante do aeroporto do Rio Grande e acesso à Praia do Cassino.
O trabalho se dividirá em três fases: Levantamento de dados, análise e previsão da demanda e alternativas de traçado.


*Com informações da METROPLAN, Jornal Agora e AAT News

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