O cenário político leonense - Câmara de Vereadores

Alguns dias atrás escrevi como andava a corrida pela Prefeitura Municipal. Hoje farei um relato suscinto sobre a corrida para a Câmara de Vereadores.
Antes disso, alguns esclarecimentos devem ser feitos.
Primeiro quanto ao números de vagas. É sabido de toda comunidade que o número de vagas na Câmara de Vereadores aumentou duas. Passou das atuais 9 para 11, a partir da próxima legislatura.
Então a partir do ano que vem Capão do Leão terá 11 vereadores e não 9. Se isso é  bom ou ruim, só o tempo dirá. 
Em consequencia disso, teremos nesse ano um aumento de candidatos à Casa do Povo e uma diminuição no quociente eleitoral.
Vou explicar: a lei eleitoral diz que cada partido poderá ter até 1,5 de candidatos do número de vagas disponíveis. Assim, nesse ano, cada partido poderá ter até 17 candidatos a vereador. No caso de coligação na proporcional, o número candidatos é o dobro do número de vagas. Sendo assim, o eleitor leonense terá mais opção de voto nessa eleição.
Outro ponto que deve ser analisado é a diminuição do quociente eleitoral. Com o aumento do número de vagas, dimunuiu a quantidade de votos que um partido precisa para colocar o primeiro vereador. Considerando a media de votos válidos nas últimas eleições que ficou na base de 14 mil, dividindo esse número pelo o de vagas, temos, aproximadamente, que para colocar um vereador, um determinado partido precise conquistar cerca de mil e cem votos. Isso é relevante, principalmente para partidos de menor porte, que estão em busca de sua primeira cadeira.
Casa do Povo/Imagem: reprodução internet
 Dito isso vamos ao que interessa: a nossa Câmara.
Duas vagas abriram automaticamente com o aumento do número de vereadores na nossa Câmara.
Ainda, considerando que um vereador da atual legislatura não deseja mais concorrer a reeleição, mais uma vaga se abre. Do mesmo modo, os vereadores que concorrerão à prefeitura nessa eleição, que é o caso do Ver. Mauro Nolasco que concorrerá a prefeito pelo PT, e dos casos do Ver. Paulo Ávila e Valdeci Lima, que concorrerão à prefeito e vice, respectivamente, pelo PMDB. Só aí já são seis vagas em aberto. E ainda, não está totalmente descartada de a Ver. Jane Gomes concorrer de vice na chapa do Schimitt, o que elevaria esse número.
Dessa forma, teríamos, no mínimo, sete vagas em disputa. Com isso não se está afirmando que os vereadores que concorrerão à reeleição, tenham eleição garantida. Longe disso. No meu modo de ver, esses terão que trabalhar e muito para reconquistar seu eleitor.
Quanto ao número de cadeiras que cada partido irá ocupar, isso é uma incógnita, tanto pelo aumento do número de vagas, quanto pela diminuição do quociente eleitoral.
No entanto, algumas conclusões podem ser tiradas de imediato. O PTB pela desistência de reeleição do Ver. Jeferson Antuarte, perde muito. Outro que perde é o  PT com a saída do Ver. Mauro; no entanto, deve manter a sua cadeira na Câmara. O PMDB perde duas vezes com a saída de dois vereadores. Basta lembrar que o Ver. Paulo Ávila foi o veredor mais votado na eleição passada. Mesmo assim, tem possbilidades de manter suas cadeiras. Assim como PDT e PSDB devem manter suas respectivas cadeiras.
Porém, uma coisa deve ser considerada: a composição da próxima legislatura será mais heterogênea e bem diferente da atual. E candidatos não faltam, basta olhar a sua volta.

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