"Pacotaço" da Prefeitura causa indignação no Sindicato dos Municipários

Um projeto de lei criando 39 novas vagas na administração. Um pedido de autorização para contrato emergencial de um mecânico e um projeto de lei pedindo autorização para a contratação de mais médicos, surpreendeu o Sindicato, assim como a Câmara de Vereadores.
Marcão defende a posição do SMCL
Foto: Gustavo Domingues
Segundo esclarece o Presidente do Sindicato, Marcos Rodrigues, o Sindicato não é contra a criação de novas vagas, mas sim, da forma como foi apresentada pelo Executivo, através de um pacotaço único, sem apresentar a necessidade real de contratação dos mesmos.  "Se aceitarmos o projeto como está, estaremos dando um cheque em branco para o Executivo, que poderá usar quando e como quiser; e isso o Sindicato não pode aceitar", esclarece Marcão.
Para o Sindicato ainda, muitas das vagas a serem criadas pelos projetos de lei, sequer há necessidade. O Secretário Municipal de Administração, Ubiratan Sena, tentou persuadi-los, falando em planejamento, explicando que as contratações se dariam ao longo de quatro anos, conforme fossem surgindo as necessidades. Mas isso não convenceu nem ao Sindicato, nem aos vereadores. 
O ponto crucial é o impacto na folha do município. Esse ano, os municipários não receberam aumento real, justamente porque o gasto do Executivo com pessoal chegava quase ao limite legal. No momento, está em cerca de 51%, mas se tal projeto for aceito, criaria um gasto extra de cerca de R$ 1 milhão de reais no próximo ano, o que sem dúvida, faria o gasto com pessoal se elevar novamente e fazer com que o município não cumpra muitas de suas obrigações legais, dentre elas, a de dar aumento justo ao funcionalismo.

Opinião do blogueiro: parece que a administração municipal é comandada só por gente amadora. Alguns casos merecem repúdio, sim, como o que o Sindicato dos Municipários fez. Com todo o respeito que eu tenho pelo Sec. Bira, ouvir falar em planejamento, até parece que isso faz parte da política da administração. Primeiro, contratar um mecânico por um contrato emergencial, por 180 dias, renováveis por mais 180, sendo que a Prefeitura possui dois mecânicos, que a oficina praticamente não funciona, e ainda, sabendo que o serviço é quase 100% terceirizado, soa como uma piada. E ainda, sabendo que todos os cargos a serem criados já possuem concurso em andamento e que, o de mecânico não, faz-nos pensar que estão querendo acomodar mais alguém. E espero sinceramente que não seja esse o motivo.
Ademais, quanto aos outros 39 cargos, existe até uma incoerência. Há um pedido para a criação de cargo para "lubrificador e lavador", sendo que o serviço de lavagem e lubrificação de veículos da Prefeitura são 100% terceirizados. Ainda, sequer possui rampa de lavagem e lubrificação. Bom, falou-se em planejamento. E isso deve ser pro futuro. 
No entanto, não serei eu quem vou dizer quem está certo ou errado! No entanto, discordo do Executivo quanto ao pacotaço; se quiser trabalhar com planejamento poderia tê-lo feito de outra maneira. Criação de 40 cargos agora, para preencher somente em 2016 não é planejamento. Deveria criar os cargos, conforme a necessidade e a capacidade do município de cumprir com suas obrigações!

Comentários