Afinal, haverá cassação?

Essa semana começa com alvoroço na comunidade leonense. A possibilidade de pela primeira vez em sua história ter um prefeito cassado, mexe com a cabeça das pessoas e deixa aguçado os ouvidos de toda comunidade política do município. 
E essa semana é decisiva, pelo menos nesse primeiro processo de cassação. Esse processo é sobre pedidos de informação que o prefeito respondeu fora do prazo ou não respondeu à Câmara de Vereadores. A votação está marcada para essa quinta, 24 de julho. Em princípio ocorrerá, mas o prefeito entrou com uma liminar pedindo a suspensão da votação. Portanto, há possibilidade de nem sair.
Cláudio Vitória: a batata está assando
Foto: divulgação
A sessão especial ocorrerá na sede do Sindicato dos Municipários.  A motivação para ser no Sindicato é que a Casa do Povo será pequena para tanta gente que deverá assistir. E tem vereador que até reservou ônibus para levar seu eleitorado. 
Mas a pergunta que se faz é se o prefeito será mesmo cassado. Pouco crível que isso ocorra. Se antes a cassação do prefeito era certa, já não se pode afirmar isso agora. Para haver cassação, é necessário o voto de oito vereadores. Garantidos, a oposição tem seis votos, sendo dois do PT, três do PTB e mais o vereador Chiquinho, que foi o denunciante. Em contrapartida, o prefeito tem quatro, sendo os vereadores do seu partido, PDT, que ainda mantêm apoio a sua administração. Ou seja, a menos que dê uma reviravolta muito grande, o voto do neutro Dr. Valdecir  Lima (PMDB) nem será necessário, já que mesmo votando pela cassação, serão 07 votos, insuficiente para cassar o prefeito. Sendo assim, a sessão para cassar o prefeito será meramente uma formalidade, pois a possibilidade de cassação é quase zero, a menos que ocorra algum fato extraordinário até o dia da votação.
Em conversa informal com Vitória na semana passada, este me confidenciou que está tranquilo e que tem a certeza que não cometeu nenhum crime. E sustentou com esse processo tem caráter exclusivamente político.
Vale lembrar que os processos legislativos são sempre políticos, independente da esfera.

Atualizado às 15h13min. Recebemos a informação que a votação do dia 24 será na Câmara de Vereadores, não mais na sede do Sindicato. A sessão começa às 9 horas da manhã.

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