Transporte público nosso de cada dia

Não é a primeira vez que esse blog fala sobre o caos que está o transporte público metropolitano, que faz a linha Pelotas x Capão do Leão ou Pelotas x Jardim América. Talvez não será a última também; aliás, haveria assunto para matéria uma vez por semana, tamanho que é o descaso com o cidadão que necessita tomar um ônibus e descer na cidade vizinha, para trabalhar ou estudar, passear ou simplesmente visitar um parente.
Os problemas se amontoam e não são poucos.
Começa pela pouca oferta de horários e itinerários. Um ônibus sai do Cerro do Estado, quando chega no Parque Fragata já não cabe mais ninguém. E logo, logo, o motorista faz sinal para as pessoas que estão na parada pegarem o próximo ônibus, que dependendo do horário, pode levar até meia hora.
E com as obras no trevo de acesso ao Fragata pela BR 392, as empresas modificaram o itinerário, fazendo com que os usuários que precisem ir até a EMBRAPA, a UFPel ou à COSULATI tenham que caminhar vários quilômetros, já que os ônibus não vão até o fim do Jardim América, tendo que passar pela Rua Cidade de Rio Pardo. Essa situação gerou muitas reclamações dos usuários que não se conformam em pagar uma passagem cheia e ter que ir até a metade do caminho apenas.
No entanto, o que mais tem causado indignação é o novo sistema de catraca adotado pelas empresas, que tem causado transtornos e atrasos.  A catraca colocada imediatamente na porta de entrada impossibilita que o ônibus parta até que a última pessoa tenha entrado. Isso tem causado grandes atrasos, principalmente em horário de pico. Se antes o tempo médio de embarque era um minuto, agora são cinco. E se as pessoas estão com bolsas, o tempo é maior ainda.
Em conversa informal com alguns cobradores e motoristas na Galeria do Capão, esse editor ouviu deles que com esse novo sistema, é impossível cumprir o horário. Todos os dias há atrasos, de cinco, dez e até quinze minutos. Hoje, por exemplo, o ônibus que deveria sair do Cerro às 8h20min, saiu mais de 8h40min, ou seja, no horário que deveria sair o outro, que também saiu atrasado.
E o problema não para por aí. Há um desses ônibus novos, adaptado para cadeirante, só que com a maldita catraca bem na porta. Foi perguntado ao cobrador, como procederiam se acaso um cadeirante precisasse utilizar o transporte. O cobrador fez uma explicação que levou quase cinco minutos, imagina desarmar e armar toda a estrutura para que um cadeirante um pudesse embarcar. Piada!

Tempo perdido no embarque é compensado no trajeto
Com a demora no embarque, a viagem atrasa; com isso, o motorista (alguns, não todos) acabam acelerando e andam muitas vezes acima da velocidade. Essa atitude põe em risco a vida e a integridade física dos usuários. E não vai demorar muito para que algo de grave aconteça.
Aliás, essa semana uma usuária sofreu uma fratura na coluna justamente por causa da correria do motorista. O ônibus em alta velocidade, passou por um buraco (que quase não existe por aqui), o que causou um solavanco e pessoa que não esperava, sofreu um acidente e fraturou uma vértebra da coluna. Terá que ficar de repouso por um longo período. E agora, quem vai arcar com esseo prejuízo?

A questão que fica é: até quando os cidadãos leonenses vão levar essa situação humilhante, sem que nada seja feito e nenhuma providência seja tomada? Chega de conversa fiada! Se a comunidade não se mexer e exigir mudanças, nada vai acontecer.

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