Senado aprova fim de coligações proporcionais para deputados e vereadores

Medida afeta principalmente partidos pequenos

O Senado aprovou nesta terça-feira, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 40, que acaba com as coligações eleitorais em eleições proporcionais, que valerão apenas para as majoritárias. A PEC 40 é uma das que fazem parte da reforma política.  
Na prática, ela estabelece que os partidos só poderão se coligar para a disputa de cargos do Executivo, federal, estadual e municipal e para o Senado. 
Dessa forma, ficam proibidas as coligações para as disputas a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal e câmaras de vereadores.

Medida pode afetar a eleição aqui
Faltando um ano e meio para as eleições, a política leonense se movimentando nos bastidores, muitos olhos estão voltados para a tão falada reforma política e o que ela pode afetar por aqui.
Por enquanto, esse é o primeiro passo dessa reforma, que promete ser grande.
Na última eleição, nenhum candidato se elegeu em virtude das coligações, mas ela propiciou que partidos de expressão pequena fizesse uma quantidade de votos considerável, como foi o caso da coligação PP/PSB/PPS, que fez junto cerca de 1.400 votos, mas no entanto não alcançou o coeficiente eleitoral. Ou o caso do PRB que ajudou o PDT a colocar mais vereador.
O fim das coligações na proporcional podem afetar diretamente, no ano que vem, além desses quatro partidos citados, outros, que sem uma quantidade de candidatos políticos, podem ficar de fora da Câmara mais uma vez, como é o caso do PSDB, PSOL, PSC e DEM. Para citar como exemplo, vale lembrar uma eleição que o Dr. Ramalho fez mais de 800 votos e não se elegeu, porque o partido não conseguiu votos suficientes.

Mudança pode afetar também número de candidatos por partido
Essa emenda pode afetar também o número de candidatos por partido na próxima eleição. Isso porque (na legislação vigente hoje) cada partido tem direito a colocar 1,5 vezes o número de vagas disponíveis na câmara de vereadores. Esse número dobra quando se trata de coligação nas proporcionais. A divisão nesse caso não é proporcional; um partido pode ter 1 e outro 21, só para pegarmos como exemplo o Capão do Leão e a coligação PDT/PRB. 

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