Porque não apoio Schmitt

A decisão unânime pela filiação de Schmitt do diretório municipal do PMDB (dos membros presentes, é bom frisar isso), colocou um ponto de interrogação na eleição de 2016. A decisão do partido pegou muita gente de surpresa, principalmente aqueles que apoiaram o nome de Paulo Ávila em 2012, como uma alternativa de mudança. Muitos nem sequer foram ouvidos sobre o tema, que aliás foi pouco discutido e feito meio escondido, como se fosse uma ilegalidade.
Agora não tem mais volta, Schmitt é PMDB e só falta questões burocráticas para se tornar oficialmente pré-candidato a prefeito. Esse editor, filiado ao Partido desde 2011 não se fez presente em nenhuma reunião onde foram tratados assuntos pertinentes a filiação de Schmitt.  Estarei me reunindo com o presidente do partido nos próximos dias para tratar do meu futuro político.
Porém, as possibilidade de vir a apoiar a candidatura do ex-prefeito é remotíssima, e elenco uma série de motivos:
1. Questão pessoal: o Sr. Schmitt, quando esse editor tinha o jornal "O Leonense", me mandou tomar no c*. Ainda, mandou que socasse um exemplar do periódico no mesmo lugar. É um homem público que não aceita críticas, por isso teve essa atitude na época (início de 2013), dizendo que eu fora responsável pela não candidatura dele em 2012.
2. Coerência: Fui um dos maiores críticos de Schmitt. Fui o primeiro a levantar a possibilidade dele não poder concorrer, em virtude de problemas na Justiça Eleitoral. Lembro-me que em 2012 falávamos "que nosso candidato era Ficha Limpa". Foram muitas postagens no DL falando dos problemas do Schmitt, inclusive uma pedindo que ele renunciasse. O que acabou acontecendo. Com que cara chegaria na casa de um eleitor e pedisse um voto para ele? 
3. Schmitt é "bananeira que já deu cacho": A ordem do momento é renovação. Mas isso é um tema que não deve ser tratado com leviandade. Schmitt foi prefeito do município por duas vezes. Conseguiu eleger o vice numa eleição conturbada e cheia de irregularidades, com compra de votos, uso da máquina pública e abuso do poder econômico. Trazer o Schmitt de volta é um retrocesso. Principalmente para quem sempre pregou a renovação política.
4. Ficha Suja: O Sr. Schmitt carrega sobre si alguns processos na Justiça Eleitoral e na Comum. Quem não lembra de 2012? Foi até o limite onde poderia, mas teve que renunciar e colocar o Cláudio Vitória como candidato, porque estava com direitos políticos cassado. Agora responde por mais um processo, de improbidade administrativa, juntamente com Cláudio e Quevedo. Essa situação pode lhe tirar mais uma vez o direito de se candidatar.
5. Questão ética: Defendo tudo que é bom e critico tudo que é ruim na política. Defender o Schmitt iria contra os meus princípios ético e moral. Não posso criticar o PT e toda a turma do "Petrolão" enquanto faço campanha para ele, sabendo que também possui problemas na Justiça. Seria hipocrisia da minha parte. Aí está uma coisa que não sou: hipócrita.
6. Defendo a renovação na política: sou da opinião de que os velhos devem dar passagem para os mais novos. Na política não é diferente. O ex-prefeito tem ideias ultrapassadas de como governar uma cidade, como se fosse o dono do "terreiro". Não apresenta nada de novo para o município. Schmitt foi prefeito por duas vezes e outras três foi candidato. Isso é novidade? Por isso apoiei o Paulo Ávila e por isso não apoio o Sr. Schmitt. E dizer que Schmitt vai governar com um plano de governo e não com o instinto próprio é a mesma coisa que dizer que Papai Noel existe.
7. Campanha de desconstrução: Na eleição de 2016 haverá a maior campanha de desconstrução de imagem já vista em terras leonenses. Será feita principalmente pelo PT, que agora tem um prato cheio para atacar o PMDB.
8. Poder pelo poder: Não sou a favor do poder a qualquer custo. Acredito que o governo deva ser construído ao longo dos tempos, e pelos melhores quadros de cada partido. A vinda do Schmitt representa o contrário, demonstrando que o importante mesmo é ganhar, independentemente de quem esteja à frente, mesmo que isso signifique alugar o partido.
9. Agora é o contrário de tudo que disse antes: O sonho de 2012 acabou. Tudo aquilo que foi dito na eleição passada virou pó, não vale mais. Apenas resta lamentar. E dizer: o partido que não se presta a renovação está fadado ao insucesso e ao fracasso.

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