Vigilância em Saúde diz que está combatendo o mosquito transmissor da dengue

Com o verão uma das preocupações dos moradores é a proliferação de mosquitos. Dentre eles, a preocupação maior é o Aedes aegypti, popularmente conhecido como mosquito da dengue. No entanto, esse mosquito transmite mais que dengue. Uma das doenças transmitidas por ele que mais tem causado preocupação no sistema de saúde do País é o Zika vírus.
O zika vírus tem alarmado o País de norte a sul e alguns lugares é considerado epidemia. Isso porque tal vírus está ligado a vários casos de microcefalia, doença que é transmitido à criança ainda na gravidez, caso a gestante seja picado pelo mosquito transmissor. No Brasil todo, são mais de 3,5 mil casos de zika confirmados. 
Além da dengue e do zika vírus, chikungunya é outra doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Em virtude dessa preocupação, o DL conversou com o médico veterinário Márcio Soares, da Vigilância em Saúde Epidemiológica de Capão do Leão. De acordo com Soares, a equipe está fazendo visitas semanais em 50 armadilhas espalhadas no município e quinzenalmente em 25 locais chamados pontos estratégicos, como borracharias, floriculturas, ferros velhos e cemitério.
Além disso, as férias dos dois agentes de endemias foram suspensas para que fiquem de prontidão e atentos a denúncias de possíveis focos. Ainda, toda a manhã recebe o informativo do governo do Estado, de denúncias que recebe através de um 0800, onde a população aponta possíveis locais que possam ter foco. E esses locais são verificados assim que recebem essa informação.
O médico veterinário diz que, quando o município tiver a ESF (Estratégia de Saúde da Família) as ações contra o mosquito transmissor serão mais intensas, pois haverá mais acesso às residências da população.
Conclui que no mês de fevereiro, a partir da segunda quinzena, será feito um outro LIRAa (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti) no município, onde o objetivo é atingir aproximadamente 5% das residências, através de visitas, à procura de possíveis focos. Afirma que ano passado foram feitos três LIRAas. Para esse ano a Vigilância tem como meta fazer 4.
Orienta que qualquer dúvida ou suspeita de foco, a comunidade deve entrar em contato com a Vigilância em Saúde. O telefone é (53) 3275 – 1182.

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