Artigo: O shortinho da vez

Por: Carla Rojas Braga*

Como ex -Anchietana posso dizer: Os alunos precisam aprender a cumprir regras. Precisam receber limites. Jovens sem limites na escola e em casa tendem a não ter limites nas suas relações pessoais, a terem comportamentos psicopáticos e ao abuso de álcool e drogas.
Foto: reprodução da internet
O Brasil está do jeito que está pela falta de limites em todos os segmentos da política e da sociedade e pela falta de importância da autoridade. O país está do jeito que está porque foi disseminado que quem cumpre regras é trouxa. Que quem é bom é trouxa. Que o mocinho é palha e o bandido é herói.
Nos países que são grandes potências mundiais, como nos Estados Unidos, Alemanha e Japão, as crianças são ensinadas a cumprir as regras desde pequenininhas. E tudo funciona.
As crianças brasileiras são ensinadas desde pequenininhas a não cumprirem regras. A serem "malandrinhas". Muitos pais apoiam filhos que cometem pequenas contravenções. E aplaudem.
No Brasil, bacana é quem consegue burlar o sistema de normas.
Não é à toa que Porto Alegre é a capital com maior consumo de álcool entre jovens. E maior incidência de contaminação por HIV.
Espero sinceramente, para o bem do Colégio Anchieta e para o bem das jovens, que a direção não mude de ideia, caso a regra de vestimenta valha para meninas e meninos da mesma forma. Machismo é uma coisa, regras de colégio são outras. Quem ama, dá limites.

*Carla Rojas Braga é psicóloga e escritora. Autora do livro "Amor à Flor da Pele". É radicada em Porto Alegre/RS e ex-aluna no Colégio Anchieta.

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