Integrantes de empresa de segurança são presos em Pelotas

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) prendeu na manhã desta terça-feira (5) integrantes da empresa Nasf, que atua no ramo de segurança domiciliar, comercial e rural em Pelotas e Capão do Leão. Segundo o promotor Fabiano Dallazen, dentre os presos está o tenente Nelson Antonio da Silva Fernandes, policial militar aposentado proprietário da empresa.
Foto: divulgação
A Operação Braço Forte, deflagrada após a denúncia de uma vítima, cumpre 14 mandados de prisão, 26 de busca e apreensão em residências e 21 de veículos. Uma coletiva de imprensa está marcada para as 10h30 na sede do MP em Pelotas.
São investigados os crimes de tortura, formação de milícia armada, lesões corporais e dano a patrimônio de terceiros. Participam das diligências 150 agentes do MP, da Brigada Militar e da Polícia do Exército. O nome da operação é uma referência ao slogan da Nasf: "O braço forte da comunidade".
De acordo com a polícia, o tenente Nelson tinha treze antecedentes criminais, inclusive homicídio. 

De igrejas a obras públicas
A empresa existe há cerca de uma década, mas há dois anos a empresa tomou conta do mercado de Pelotas e outros municípios da zona sul. Placas com o símbolo da Nasf - uma pantera negra - invadiram as fachadas de casas, prédios e até propriedades rurais. Igrejas e obras públicas também contrataram a segurança. São mais de cinco mil clientes. A arrecadação mensal seria em torno de R$ 500 mil.
No entanto, também iniciaram os boatos de formação de milícia, com chantagem a empresários e moradores que rejeitassem ou cancelassem o serviço, além de excesso de violência e até sessões de tortura em uma chácara contra ladrões flagrados pelos seguranças. Um vídeo circulou na internet com um suposto infrator machucado e sendo coagido a dizer que não entraria mais em domicílios que exibem a logomarca da empresa. 
Na última sexta-feira (1), um homem de 50 anos registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal na Delegacia de Polícia de Piratini. Conforme o registro, duas caminhonetes com letreiros da Nasf teriam invadido a propriedade da vítima e a agredido com um cabo de machado. Os dois agressores estavam com coletes da empresa e buscavam o sobrinho do homem. O caso ocorreu em um assentamento.

Fonte: Rádio Gaúcha

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