Livro Pedreira do Capão do Leão é lançado durante a 11ª Festa da Melancia

A história de uns dos pontos turístico mais freqüentado do município está contada nas 80 páginas do livro “Pedreira do Capão do Leão – Fragmentos de uma história revelados através de registros fotográficos (1912-2012)”, impresso pela editora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O rico acervo fotográfico e histórico do livro faz parte da monografia de conclusão do curso de Geografia de Jairo Umberto Pereira Costa, que desde jovem, vivenciou a degradação da estrutura física de umas das principais jazidas de pedra do município responsável pela construção dos Molhes do Porto, em Rio Grande, considerada como a maior obra hidráulica do Brasil.
Foto: Gerson Baldassari
Com a orientação da professora Drª Rosangela Lurdes Spironello e do fotógrafo Ronaldo Ostermann o livro revela histórias fragmentadas através de registro fotográfico em um século de história que levam o leitor para uma viagem do passado ao presente preservando as características imortalizadas pelo tempo. O livro relata como era produzida a energia na época, o trabalho dos operários para transportar os enormes blocos de pedras até os molhes de Rio Grande pela ferrovia, á formação da localidade denominada “Cerro do Estado”, suas moradias, a vida escolar dos filhos de operários, o clube social freqüentado na época. O livro conta, sobretudo, a história de um povo desbravador que contribuiu para o desenvolvimento da região sul e da criação de Capão do Leão.
“Fiquei muito empolgada com todo esse acervo disponível. Entendemos que um livro seria a maneira ideal de publicação para conservarmos o valor histórico de uma comunidade em formação, portanto, decidimos, em comum acordo, publicarmos esta obra que trás um rico material fotográfico e de pesquisa”, disse Rosangela. Ostermann, acompanhou todo o processo de levantamento fotográfico em Rio Grande e fez um contraponto entre as imagens do passado e as imagens atuais, mostrando claramente a destruição do local e seus efeitos na natureza.
O diretor de acervo do Instituto Histórico de Capão do Leão, Arthur Silva, elogiou o trabalho de Costa, Rosangela e de Ostermann. Segundo ele, o trio estava inspirado no momento da elaboração do texto, da escolha das fotos e do acabamento final do livro. “Retratar este conteúdo centenário é um presente que eles estão deixando para Capão do Leão, ás gerações futuras. Está maravilhoso. Parabéns. Concluiu.
Para o Historiador e professor Joaquim Dias, ler a história da pedreira do Cerro do Estado é fascinante, ainda mais quando o protagonista de parte desta história é o próprio escritor, auxiliado por dois grandes profissionais. “Eu achei o livro simplesmente fantástico. Pessoas que gostam de ler sobre nossa origem, quais contribuições que franceses, norte-americanos e ingleses deram para o desenvolvimento de nossa terra, vale a pena ler e pesquisar”, acrescentou Dias.

Texto e foto: Gerson Baldassari - Assessoria de Imprensa

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