Deputado gaúcho quer tornar opcional a contribuição sindical para trabalhadores e empresas

Renato Molling (PP) acredita que categoria que se sentir representada pelas entidades sindicais permanecerá contribuindo

O deputado federal Renato Molling (PP/RS) apresentou um projeto de lei para tornar opcional a contribuição sindical repassada atualmente tanto pelos trabalhadores para seus respectivos sindicatos, quanto pelas empresas às federações que representam as indústrias. Para o progressista, pelo fato de os sindicatos deixarem de atender os anseios dos trabalhadores, essa parcela significativa da população não deve ainda ficar presa a um sistema considerado ultrapassado por ele. O parlamentar, porém, acredita que os sindicatos que ainda defendem sua classe trabalhadora não deverá deixar de receber a contribuição mesmo se ela for espontânea.
“Eu tenho certeza que o trabalhador, se ele se sentir representado, continuará contribuindo. Agora, aqueles que não se sentem, como hoje muitos não se sentem, eles vão deixar de contribuir. Com isso, o sindicato terá que achar alternativas ou trabalhar efetivamente em função do trabalhador. (Os trabalhadores) já são muito castigados em função dos custos elevados, em função também dos salários achatados, ainda ter que pagar um dia de trabalho por ano para o sindicato, se não for a vontade dele, eu acho que não é justo”, expôs o parlamentar.
Por parte da Central Única dos Trabalhadores, o presidente da entidade no Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo, afirmou que a medida apresentada por Molling representa um posicionamento preconceituoso com as funções dos sindicatos.
“A opinião do Molling é do patrão, principalmente do setor dos calçados e a visão preconceituosa com as entidades que representam os trabalhadores. Se dependesse do Molling, e do setor que ele representa, não existiria sindicato no Brasil. Os trabalhadores estariam à mercê do que os empresários achassem que fosse o melhor, motivo pelo qual não nos estranha que o Molling tenha levantado esse projeto que visa tirar a sustentação financeira das entidades sindicais. Na nossa opinião, não tem nenhuma chance (desse projeto) progredir”, apontou Nespolo.
O projeto deve percorrer as Comissões do Trabalho, do Desenvolvimento Econômico, de Constituição e Justiça até poder ser votado no plenário da Câmara dos Deputados.

Redator: Rádio Guaíba

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