Leonenses devem se vacinar contra febre amarela

A Secretaria Estadual da Saúde ampliou o número de municípios onde a vacinação contra a febre amarela é recomendada. E Capão do Leão está entre esses municípios. Moradores devem ir a uma Unidade Básica (UBS) e fazer a vacina. Quem pretende viajar para estados onde há surtos da febre, devem vacinar-se com 10 dias de antecedência. Os estados com surto são São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.
A Secretaria de Saúde informa que a vacinação contra a febre amarela integra o calendário de vacinação e está disponível nas UBS. Quem já foi vacinado, não precisa fazer nova imunização.

Mais sobre a febre amarela
A febre amarela é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos). Os primeiros sintomas são inespecíficos, como febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia (dor nas costas), mialgias (dores musculares) generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Após esse período inicial, geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Em poucas horas – no máximo, um ou dois dias - reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café.
Os casos de febre amarela no Brasil são classificados como silvestre ou urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.
Na urbana, o vírus é transmitido ao homem pelo mosquito Aedes aegypti. Desde 1942 não é registrado nenhum caso no Brasil.
Na silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.
Na sazonalidade 2008/2009, o RS registrou 21 casos da febre amarela silvestre em humanos. Desde 1999, é realizada a vigilância de mortes de macacos, com o objetivo de verificar e antecipar a ocorrência da doença, pois a mortalidade destes animais pode indicar a presença do vírus em uma determinada região. Dessa forma, é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas, e também evitar a urbanização da doença, por meio do controle dos mosquitos transmissores nas cidades.
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