Via Campesina protesta próximo à Ponte do Canal São Gonçalo

Em busca de solução para o problema da seca, Via Campesina protesta próximo à Ponte Léo Guedes em Pelotas (RS)
Trabalhadores também se mobilizam pela continuidade do Programa Camponês, pela Reforma Agrária e pela democracia

A Via Campesina iniciou na manhã desta quarta-feira (18) um trancaço na BR-392, na altura do km 62 (próximo ao Posto Sim), em Pelotas. A ação faz parte de uma série de mobilizações que acontecem desde ontem para cobrar do governo do Estado uma solução urgente para o problema da estiagem que atinge 42 municípios na metade Sul gaúcha. Os trabalhadores também exigem a retornada da Reforma Agrária e do Programa Camponês, além da realização de eleição direta este ano.
O bloqueio da rodovia começou por volta das 7 horas, pouco antes da Ponte Léo Guedes, que fica sobre o Canal São Gonçalo e que liga os municípios de Pelotas e Rio Grande. O intuito é ficar no local por tempo indeterminado, até que as reivindicações sejam atendidas pelo governador José Ivo Sartori. 
Conforme a Via Campesina, mais de 2 mil pessoas participam do protesto. Para o MST, a iniciativa faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
As mobilizações na região Sul do estado começaram na manhã desta terça-feira (17), com uma marcha que saiu do Trevo do Atacadão do Povão, localizado na ERS 256, em Canguçu. Ela passou pelas principais ruas da cidade e encerrou na BR 392, na altura do km 117. Lá, os trabalhadores almoçaram na beira da rodovia e a mantiveram bloqueada até às 15h40. O objetivo foi pressionar o governo do estado a se reunir com representantes dos camponeses para tratar das reivindicações. Uma audiência já foi marcada com a Casa Civil, em Porto Alegre, para às 14 horas de hoje.


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